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Hoje é dia de quê?


Transplantar e abandonar. Não adianta

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Sem remédio e sem leito, sem médico, sem jeito... Transplante: Vira lua que não faz luar; lâmina sem fio, barca sem rio, navio sem mar. Pé sem calçado, calçado sem chão, chão sem caminho, pássaro sem ninho, céu que perdeu a amplidão. Alvorada sem sol, dia sem arrebol, laço transformado em nó. “Presente de grego”, desdita da sorte. Bendito enredo, tornado risco de morte.

Ser humano

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Antes do gênero, do essencial e do efêmero; da classe social, do rótulo racial, do nível cultural; da escolaridade, da hereditariedade; da opção sexual. Ser humano! Além da teologia, da ideologia, antropofagia; da teogonia, da agonia nossa de cada dia. Do diploma, do idioma; da naturalidade, da nacionalidade, da ancestral idade; do dilema, teorema, do poema; da ascendência, da descendência. Ser humano! Acima do vício, do ofício, do ócio; da moralidade, da dualidade; da promessa, do que professa; da menorá, da hóstia, do agdá...

Vencedores são assim!

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O êxito é fruto da determinação e do sonho de quem acreditou no seu querer. Vencer dificuldades, transpor obstáculos, superar e superar-se, desafiar e desafiar-se, qual num grande triátlon. O sonho, a vontade, o querer. Grandes combustíveis das realizações. Inflamam o espírito obstinado e perseverante dos vencedores. Parabéns a você! Vencedores são assim! Chegam ao fim, realizam seus propósitos. Outros nem começam, uns desistem no caminho, abortam sonhos assustados por seus fantasmas interiores. Se auto-sabotam com suas incertezas.

Ditados políticos. Do pré-mensalão ao pós-petrolão

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A opinião pública, até pode não saber por que bate. Mas o político, com certeza, sabe por que apanha. Novo Santo brasileiro. Imaculado Lula dos iludidos. Mártir dos políticos "honestos e padroeiro dos não concursados. Pichuleco pouco, meu caixa dois primeiro. Dinheiro não traz felicidade. Traz Ferrari, Porsche, Lamborghini... Corrupto esperto rouba por dois. Um parlamentar é pouco, dois é bom, três dá em mensalão. Propina mole em licitação dura, tanto bate até que o aditivo fura. Deus criou a fartura, o Diabo inventou a necessidade, veio o brasileiro e arranjou o atravessador. Político honesto é que nem extraterrestre. Deve existir... Em rio que tem piranha. Jacaré “Lava Jato”. Mais vale um “baixo clero” no bolso, do que dois voando. Quando o gato não vigia, o rato compra refinaria... Um doleiro só não faz petrolão. Uma mão lava a outra e as duas lavam o dinheiro sujo. Deus que acuda, quando a PF cedo madruga. Político não mente! Treina para a campanha. Nada com...

Apressados, desapressados e a necessária normalidade

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Está muito em voga a preocupação com a correria frenética desse nosso dia a dia. Tem gente, que parece viver ligada no 220, fazendo trocentas e uma coisas ao mesmo tempo, pulando daqui pra li, de lá para cá como numa caricata prova de triátlon. O tempo urge e “ruge” também. É preciso fazer ontem o que poderia ficar para a semana que vem. Por outro lado, temos aqueles que agem como um transgênico cruzamento entre tartaruga com lesma, uma “tartalesma” reumática, vivem se arrastando, postergando para a próxima década, o que devia ter feito no século passado. Gente que adora fazer da cama seu habitat natural. Como Cronos (Deus do tempo), que engolia seus filhos. O tempo devora os dias e as horas ante a pressa estéril e a letargia infrutífera. Só o equilíbrio pode e deve reger o salutar ritmo da vida.

Entre trilhos, sob o trem

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Morreu entre os trilhos, interrompeu o fluxo, atrapalhou o trem. Era apenas um morto, era só mais um corpo. Já não era alguém, era agora ninguém; o trem pode passar! Passa por cima do detalhe estendido no trilho. Pouco importa, se tinha pai, mãe filho...

Crise?! A culpa é do Pina

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Não entendo por que se estende tanto a “Operação Lava Jato”. Pra que CPI? Por que tanto furdunço entre a politicalha? PT, PP, PMDB, PQP, FDP... Lula, Dilma, ministro disso, presidente daquilo, advogada encerrando carreira... Pra que tanto arerê? Para que essa crise ameaçando a sociedade brasileira.

Expresso da vida

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A vida passa, e nós, passageiros desse expresso, partilhamos destino incerto. A passagem não indica a estação do tempo , não revela o dia, omite a hora. Pode ser mais tarde; até mesmo agora!

Quimera. Do mito à palavra

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Algumas palavras por nós usadas, guardam uma origem por muitos desconhecida e insuspeita. Um desses casos é o substantivo feminino: Quimera. Normalmente usado para designar aquilo que é fruto da imaginação, o impossível, utópico, sonho, fantasia... Mas, de onde veio esse vocábulo?

A arte nas flores

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Flores são poemas sem palavras, pinturas sem tinta, tela ou pincel, canção sem voz, esculturas... Declamam a beleza, proclamam o perfume; declaram sentimentos, adornam emoções; tudo dizem seus silêncios,

Hebe, Narciso, Sísifo. Ser ou não ser? Eis a nossa humanidade

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O ser humano vem se tornando uma mal rascunhada caricatura mitológica, frankensteinianamente misturando traços de figuras lendárias: Como Sísifo, vamos tentando enganar a morte. E qual Narciso, apaixonados por nós mesmos, perseguimos a juventude eterna da deusa Hebe. Entre avanços da ciência e artificiosos paliativos estéticos, a humanidade vai de: peeling disso, daquilo e daquilo outro; radiofrequência reaction, glicerol, fenol, laser de co2 fracionado, revitacell, esfoliantes, máscara despigmentante, lifting, microrroller, preenchedores de volume, toxina botulínica (vulgo, Botox), plásticas até onde se possa imaginar, lipoaspiração, cremes mil, ácido hialurônico, glicólico, retinóico, “paranoico”... E a ditadura da “vida eterna”, segue de medicina ortomolecular, persegue os radicais livres, vai de dietas, chás, sucos, fitoterápicos, panaceias, urinoterapia, auto-hemoterapia, isoterapia, suplementos, shakes, fitness; todo estrangeirismo e qualquer modismo que alimente a mitológica ...

As pedras. Quem faz a diferença?

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Pedra de construir, pedra de atirar; pedra de esculpir, pedra de tropeçar. Pedra de Drummond, pedra de Davi; pedra de Apon , pedra na Geni. Pedra de Jacó, pedras de ornamento; pedra mó, pedras dos mandamentos. Pedra de Sísifo pedra fundamental; pedra do Litóglifo, pedra filosofal. Pedras que rolam, pedras que ornam; pedra de Aleijadinho, pedra sabão. Pedras de Moisés, Lázaro, Pedro e Jesus, pedras dos ditos e provérbios; pedras jogadas na cruz.

Preste atenção. A resposta pode estar no caminho

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Um grande estúdio cinematográfico, resolveu produzir um filme com temática budista, a partir da história daquele mosteiro. O mais velho de seus monges passou preciosas informações para o autor, auxiliou no roteiro e pediu para opinar sobre as locações. Apesar de um heliponto ficar a poucos minutos do templo, sem maiores explicações, o sacerdote solicitou dos produtores, que no dia marcado para tratar do assunto, a equipe desembarcasse num vilarejo montanha abaixo e subisse a pé. No dia, a equipe contrariada, teve que encarar uma subida de quase quatro horas. Entre queixas e imprecações mil; conjecturavam sobre a “excentricidade”, “maluquice”, “despropósito” daquilo. Um assistente, que vez por outra, chamava a atenção para essa ou aquela paisagem. Era tratado com cada vez maior impaciência e irritação. Quando o grupo chegou ao santuário, o diretor de fotografia foi logo sacando um portfólio com imagens dos Andes peruanos, de savanas africanas, Alpes suíços, Atacama, Sibéria... Locaç...

Direitos humanos? De quem?

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Cadê os direitos humanos? Do cardiologista esfaqueado por jovens, que parecem ter perdido o coração? Do músico alvejado na cabeça, por quem escolheu não tocar a vida dignamente? Da professora assassinada por quem desdenhou a educação? Do estudante de veterinária, morto por um “bicho solto”? Da médica sequestrada e morta por um indultado sem remédio? Do coreógrafo, que perdeu a vida para a “dança” da violência? Dos moradores de rua queimados por mentes inflamadas de preconceito demente? Da doméstica espancada... Do Padre executado... Do turista... Da adolescente... Cadê??? Cadê os direitos humanos? Do policial assassinado, justamente por ser um policial? Dos magistrados e promotores, sentenciados por buscarem o cumprimento da lei? Dos pais, mães e órfãos chagados pelo crime? Dos “encontrados” pelas tais “balas perdidas”? Dos tantos sobressaltados, trancafiados em suas residências, acuados pelo medo? Das crianças e adolescentes, privados de uma juventude normal pelos “de menor”, patr...

Estamos nos acostumando... Até que...

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Pouco a pouco, como em gotinhas homeopáticas de condicionamento social, vamos nos acostumando, habituando e sem nem nos darmos conta, começamos a aceitar o inaceitável, admitir o inadmissível, justificar o injustificável, enxergar normalidade no que é absolutamente anormal... E quando nos apercebemos da realidade, estamos participando, compactuando com verdadeiras aberrações. Assim aconteceu com os alemães e o nazismo, os católicos e a inquisição, os mulçumanos e o terrorismo, torcedores de futebol e os confrontos nos estádios... Estamos nos acostumando com o morticínio diário de nossas cidades, onde corpos se amontoam nas estatísticas, vitimados por balas perdidas ou não, por todo tipo de violência. Já não estranhamos, já não ficamos perplexos. “Vacinados” por essa sinistra rotina, nos posicionamos como meros espectadores. Até que o sangue respingue em nossa acomodação.

Remake. Chuvas que matam

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Chuvas novamente, descaso outra vez. Quem apostou a vida, Assiste o “azar” bater a sorte; lama e entulho, descuido parindo a morte. Eleitas, reeleitas autoridades de agora, exumando desculpas de outrora,

Aprendiz de mim

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Eu. Filho dos ontens, irmão do hoje, aspirante a pai do meu amanhã. Entre o pouco que sei E o muito que me falta saber; muitas vidas terei eu que viver! Aprendiz de mim, de tudo e de todos; profeta de profecias já feitas, incertas certezas, metamorfoses imutáveis.

Constatações

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Quando o bem silencia, o mal grita. Quando a verdade se acovarda, a mentira subjuga. Quando a sociedade se omite, a vilania faz política. Quando a honestidade se acomoda, a corrupção desacanha. Quando a cidadania enfraquece, a tirania ganha força. Quando a ignorância domina, o populismo prolifera. Quando a fé delira, o fanatismo aterroriza. Quando a lei não pega, a injustiça pega!