Postagens

Hoje é dia de quê?


Com a palavra, a palavra!

Imagem
A palavra tudo pode: Diz e desdiz, liberta e prende; ensina e aprende, professora e aprendiz. Cura e faz viver, elogia e ofende; apaga e acende, vivifica e faz morrer. Explica e complica, alivia e faz doer; facilita, implica, fragilidade e poder. Veneno e remédio, saber e ignorância; euforia e tédio, velhice e infância. Ponte e muralha, caminho, descaminho; paz e batalha, desabrigo e aninho. Sagrada e profana, erótica e casta; safada, puritana, fartura e falta. Tirana e democrática, compassiva e cruel; poética, patética, confiável e infiel. Respeitosa e irreverente, recatada e pecadora; responsável e inconsequente, edificante, devastadora. Douta e leiga, erudita e popular; grosseira e meiga, de amar ou pra odiar. Pobre, nobre, elevada e rasteira; ouro e cobre, relevância e asneira. Substantiva, adjetiva, plural e singular; ativa, passiva, regular e irregular.

Quando

Imagem
Quando te fizerem chorar, lembra de alguém que sempre buscou te fazer sorrir. Quando te sentires fraca, não esqueça de quem lhe mostrou o caminho da sua força interior. Quando o medo te visitar, lembra de quem sempre se fez coragem para te dar coragem.

Você e o tempo

Imagem
Debruçado na janela do tempo esperei por você. Passaram os minutos, as horas passaram, passou o dia, só você não passou; passou a manhã, a tarde passou, chegou a noite, só você não chegou; se foi o sol, o calor do dia se foi,

Velas

Imagem
Vela de levar, vela de velar; vela para navegar, vela para não vagar. Vela que queima, vela que teima; vela que um sopro apaga, vela que o sopro afaga; vela de parafina, tão finda… Vela de poliéster tentando infindar.

Solidão

Imagem
Ausência tão presente, coração indigente, vazio que à alma vem encher. Silêncio na mudez da noite. calada, a emoção contempla o silente firmamento; crepúsculo do sentir, tempo que passou sem levar o que deixou de passar. Confinado, o amor Já não quer nem querer, solitário menestrel já não versa o afeto perdido,

O medo

Imagem
O único medo saudável, é o medo do medo pois ele nos dá coragem. Quem vive com medo de sofrer, sofre por medo de viver. Viver é correr riscos... Cautela é preciso, medo jamais: o medo paralisa, a cautela escuda; o medo é cadeia, a cautela armadura. Sejamos como o sol que sem temer romper as trevas recria um novo dia, como a semente que sem temer a cova escura floresce e frutifica, como a chuva que não teme se precipitar do céu para fertilizar a terra. Medo? ...

Um texto para degustar

Imagem
Procura-se um texto! Seja em prosa ou verso, que não seja mero amontoado de palavras e frases, mas de uma textualidade singular, clara, envolvente… Um texto sem contaminações ideológicas, teológicas… Pura e simples arte da escrita, sem intenções ocultas, sem contexto a adivinhar, textualmente competente e convincente concepção. Quero um texto que se baste, inteligível e sensível, que vá além do óbvio, sem firulas e artifícios; que diga o que precisa dizer, sem senões nem porquês. Que reverencie a gramática sem perder a espontaneidade, a criatividade… Respeitoso e irreverente, convencional e inovador… Acima de tudo. Um texto!

Troca

Imagem
Tem gente que acha a vida uma droga e se droga para fugir de sua droga de vida cheia de covardia e tolos complexos. Não se aceitam! Mas aceitam o hálito Mefisto do vício. Como ratos sorvem veneno

Tempo sem pressa, sem preço

Imagem
Ter tempo para ter tempo, afora, fora dessa ciranda louca dessa dita, desdita modernidade; moderna idade requentada, amanhecida... Soprar a vela que nos leva para lá, pano que um dia já foi flor, hoje vela sopra o tempo, vento para algum lugar; não ao soprar da vela que nos velará, parafina, fina apara do não ficar. Tempo sem pressa e sem preço: Para apreciar momentos, degustar as horas, saborear os dias, provar o melhor das estações. Curtir o mar, alvoradas e crepúsculos, antes de crepuscular. Trabalhar para viver e não viver para trabalhar, aposentar com vida a gozar;

Deserto

Imagem
A vida marca a alma como o sol inclemente rachando a terra seca, mas basta água para a vida florescer desfazendo a aridez. Assim é com o coração que marcado pela dor não perde a sede de sonhar, cicatrizar suas feridas, desfazer o caos, colando os retalhos do viver. Deixa que a chuva molhe a terra, como o orvalho beija a flor sem negar refrigério ao espinho;

Rotinas

Imagem
Antemanhã no prelúdio do dia, prenunciando a alegria de pássaros a cantar; alvorada, murmúrio de mar na cadência das ondas e a poesia de um novo dia que ensaia raiar. Rotina proposta de possibilidades repleta, arte da vida para o melhor despertar. Mas…

Seja feliz e siga em frente

Imagem
Porque dar ouvidos a arenga do desânimo e escutar os condicionamentos das adversidades? Porque cair nas tocaias da vaidade e do orgulho ou se embriagar nas miragens do egoísmo? Porque estagnar em dogmatismos pueris, “certezas” incertas ou movediças “convicções”? Se a má vontade e a preguiça ficam a espreitar, se a inveja e a traição armam infame bote. Porque não alçar voo acima dos rasteiros intentos? Porque complicar o simples, se entorpecendo de preconceito, presunção e egocentrismo? Porque entulhar a brevidade do existir, com “urgentes” inutilidades, detritos emocionais e tantas fictícias “necessidades”.

Felicidade e as estações da vida

Imagem
Tem tempos em que tudo parece favorável, a vida sorri e uma energia boa nos impulsiona para frente num grande verão existencial. Há épocas coloridas, floridas, de plena poesia primaveril. Mas, em certos momentos outonais, avida cai num mormaço, uma pasmaceira doentia, esterilizante… De repente tudo desanda e um tempestuoso inverno desaba sobre nossa cabeça, parecendo eternizar desventuras. Assim, vão se intercalando ciclos de nossa vida, como uma paráfrase das estações climáticas, mas, sem a ordem determinada pelo movimento de translação da Terra, as “estações” da vida se alternam aleatoriamente, sem sequência lógica, previsibilidade; mesclando, “sorteando” sorrisos, lágrimas, alegrias, sofrimentos, sucessos, quedas…

Não há pulso, não há fluxo...

Imagem
Mata a mata, desmata sem dó. “Morrentes" nascentes, terra a secar; seca, pó, extingue o cio do chão. Não há pulso, não há fluxo…

Moinho da vida, mó do tempo

Imagem
Vida, moinho que gira. Tempo, a sua mó. Estilhaça e mói, desgasta, dói, tritura, corrói, converte, reverte; mistura, refina, amassa, afina, processa, transforma,

Aposentadoria póstuma. Uma reforma de morrer

Imagem
Quando político diz uma coisa, na realidade, ele quer dizer algo muito diferente. Em bom politiquês: Verdade é mentira, honesto é desonesto, suruba é culto religioso, doação de campanha pode significar lavagem de dinheiro… Portanto, “reforma previdenciária, bem traduzido,”, é o eufemismo politicamente correto para dizer que o trabalhador só vai se aposentar depois de morto! É o projeto post mortem que bem pode ser chamado de: Sacana - Serviço de assistência ao cidadão aposentado no além. Vai funcionar mais ou menos assim: O pobre trabalhador que não teve estudo que prestasse, que não tem assistência médica adequada, mora mal, muitas vezes nem tem saneamento básico… Terá que se virar para tentar sobreviver até os 65 anos, após contribuir desde a adolescência com a previdência. Assim, já com um pé (ou os dois) na cova, ele estará habilitado para gozar sua aposentadoria por tempo para a morte. Seu benefício será convertido em “Bônus-Hora” pela cotação do dia do pagamento e estará sujei...

Salvador. A sempre “Cidade da Bahia”

Imagem
Proverbial Cidade do Salvador, encanto de Todos os Santos, encontro de todos os credos. Miscigenada por essência, brasileira terra afro-lusitana; morena mátria da pátria, capital primeira, recanto primaz do Brasil. Pictórica e arquitetônica, sinfônica e popular; tempero, dendê e dengo, “dim dom dom” de berimbau.

O assédio de Cassandra e a queda de Troia

Imagem
Quem pensa que assédio é alguma novidade, está enormemente enganado. Na antiguidade, esse “jogo” de dominação, rolava de A a Z, ou melhor, de Apolo a Zeus. As aventuras e estrepolias de Zeus, o “altíssimo pegador” do Olimpo, são famosas, contadas em prosa, verso e machismo. Entre outros tantos, Apolo também aprontou. A mitologia grega, até parece delação da “Lava Jato”, compromete “deuses” e o mundo. Mas, vamos ao que interessa: Os irmãos gêmeos, Cassandra e Heleno, filhos do rei Príamo e da rainha Hécuba de Troia, brincavam no Templo de Apolo. Sem se dar conta do tempo, as crianças brincaram até tarde demais para voltarem para casa e ali mesmo foram acomodadas. No dia seguinte, os dois ainda dormiam, quando, aterrorizada, sua ama, flagrou duas serpentes passando as línguas por suas orelhas. Ilesas, as crianças desenvolveram uma sensível audição que lhes permitia ouvir os deuses. Cassandra cresceu formosa, devota servidora de Apolo. Tão dedicada que provocou a paixão do “deu...