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Hoje é dia de quê?


Quem, qual a sua Nêmesis?

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Na mitologia grega, Nêmesis era uma deusa da segunda geração, filha da deusa Nix. Sendo inclusive, citada como filha de Zeus com a deusa Têmis. Apesar de nascida entre os deuses trevosos, vivia no monte Olimpo, corporificando a vingança divina. Com o passar do tempo, a palavra passou a designar algo ou alguém que merece, reclama exemplar retaliação: Inimigo odioso, adversário terrível, opositor desprezível... Incumbida de punir o descomedimento, combater o excesso de felicidade, vaidade, soberba, orgulho dos reis. Nêmesis, exemplifica seu caráter, castigando Creso, rei da Lídia. Homem muito feliz com suas riquezas e com seu poder, foi levado à guerra contra Ciro, rei da Pérsia. Sendo derrotado, arruinado e por demais infelicitado. Já Narciso , superlativamente alegre, vaidoso de sua beleza singular, se achava, desprezando o amor de incontáveis ninfas. Para vingá-las, Nêmesis provocou demasiado calor, fazendo o moço se debruçar sobre um lago de águas cristalinas para matar a súbita sed...

Mãos

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Mãos rústicas, mãos delicadas. Mãos modernas, mãos antigas; tecnológicas, artesanais mãos. Contundentes, balsamizantes; pesadas, leves mãos. Duras, macias; amargas, doces mãos. Mãos que dão, que se dão; que acolhem, que se recolhem. Mãos breves, duradouras; mãos que ficam e que se vão. Mãos anônimas, mãos famosas; egoístas, mãos dadivosas. Mãos tementes, mãos dementes; celestes, infernais mãos. Mãos plurais, mãos singulares; promíscuas, salutares mãos. Mãos curativas, mãos venenosas; socorristas, traficantes mãos.

As escolhas de Midas. E as nossas?

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A vida é feita de escolhas: Certas ou incertas, felizes ou infelizes… E temos que arcar com ônus e bônus do nosso escolher, ou não. Midas, lendário rei da Frígia, afamou-se por duas infelizes escolhas. Vejamos: Conta a mitologia grega, que Dionísio (Baco, para os romanos), Deus do vinho, dos ciclos vitais, das festas, da insânia, da inspiração, do delírio religioso/místico... Passeava pelos domínios de Midas, quando o sátiro Sileno, seu mestre e pai de criação desapareceu. Tendo “tomado todas” e mais algumas. “Trêbado”, o velho perdeu o caminho, sendo encontrado por camponeses e levado ao rei. Reconhecido por Midas, o ancião foi acolhido e muito bem tratado, sendo entregue alguns dias depois, são e salvo ao seu divino discípulo. Extremamente agradecido, Dionísio permitiu que Midas escolhesse uma recompensa. Fosse o que fosse, seu desejo seria atendido. E, apesar de já viver em plena abastança no seu rico castelo, junto com sua filha adorada. Midas queria sempre mais e muito mais. Ass...

Cabeças

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Cabeças pensantes, cabeças errantes. Falantes, silentes; conscientes, inconscientes cabeças. Cabeças altivas, cabeças bovinas. Cabeças sujeito, objeto; determinadas, indeterminadas, ruminantes cabeças. Cabeças que se fazem, cabeças que se deixam fazer. Agudas, obtusas; moles, duras cabeças. Cabeças poéticas, proféticas; fanáticas, patéticas cabeças. Cabeças equilibradas, obnubiladas; Cabeças que se acham, que vivem a se perder. Cabeças viventes, sobreviventes; plenas, cabeças indigentes. Cabeças minúsculas, cabeças maiúsculas; dementes, cabeças de gente. De homem, de mulher; a cabeça que houver. Religiosas, laicas; Ateias, agnósticas cabeças. Grandes cabeças, cabeças tacanhas; cosmopolitas, provincianas cabeças. Ociosas, operantes; inoperantes, cabeças desimportantes. Cabeças ricas, pobres; preciosas, depreciativas cabeças.

Voto de Minerva ou de me enerva?

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Trata-se do mito grego, no qual, a deusa Palas Atena, equivalente à romana Minerva, preside o julgamento do mortal Orestes. Sendo Minerva a deusa da sabedoria, o voto de Minerva refere uma escolha sábia, certa, justa, coerente... Segundo Ésquilo, tudo começou quando Agamenon ofereceu sua filha em sacrifício aos deuses, no intuito de vencer a lendária Guerra de Troia. Furiosa com a morte da filha, e influenciada pelo amante Egisto, sua esposa Clitemnestra, o assassinou. Como vingança pelo homicídio do pai, Orestes matou a própria mãe e o citado amante.

Enamorados namorados

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Um abraço, um laço, enlaço, entrelaço de corações. Namorados enamorados: O barco e o cais, côncavo e convexo, amplexo, gosto de quero mais.

Com a palavra, a palavra!

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A palavra tudo pode: Diz e desdiz, liberta e prende; ensina e aprende, professora e aprendiz. Cura e faz viver, elogia e ofende; apaga e acende, vivifica e faz morrer. Explica e complica, alivia e faz doer; facilita, implica, fragilidade e poder. Veneno e remédio, saber e ignorância; euforia e tédio, velhice e infância. Ponte e muralha, caminho, descaminho; paz e batalha, desabrigo e aninho. Sagrada e profana, erótica e casta; safada, puritana, fartura e falta. Tirana e democrática, compassiva e cruel; poética, patética, confiável e infiel. Respeitosa e irreverente, recatada e pecadora; responsável e inconsequente, edificante, devastadora. Douta e leiga, erudita e popular; grosseira e meiga, de amar ou pra odiar. Pobre, nobre, elevada e rasteira; ouro e cobre, relevância e asneira. Substantiva, adjetiva, plural e singular; ativa, passiva, regular e irregular.

Quando

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Quando te fizerem chorar, lembra de alguém que sempre buscou te fazer sorrir. Quando te sentires fraca, não esqueça de quem lhe mostrou o caminho da sua força interior. Quando o medo te visitar, lembra de quem sempre se fez coragem para te dar coragem.

Você e o tempo

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Debruçado na janela do tempo esperei por você. Passaram os minutos, as horas passaram, passou o dia, só você não passou; passou a manhã, a tarde passou, chegou a noite, só você não chegou; se foi o sol, o calor do dia se foi,

Velas

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Vela de levar, vela de velar; vela para navegar, vela para não vagar. Vela que queima, vela que teima; vela que um sopro apaga, vela que o sopro afaga; vela de parafina, tão finda… Vela de poliéster tentando infindar.

Solidão

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Ausência tão presente, coração indigente, vazio que à alma vem encher. Silêncio na mudez da noite. calada, a emoção contempla o silente firmamento; crepúsculo do sentir, tempo que passou sem levar o que deixou de passar. Confinado, o amor Já não quer nem querer, solitário menestrel já não versa o afeto perdido,

O medo

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O único medo saudável, é o medo do medo pois ele nos dá coragem. Quem vive com medo de sofrer, sofre por medo de viver. Viver é correr riscos... Cautela é preciso, medo jamais: o medo paralisa, a cautela escuda; o medo é cadeia, a cautela armadura. Sejamos como o sol que sem temer romper as trevas recria um novo dia, como a semente que sem temer a cova escura floresce e frutifica, como a chuva que não teme se precipitar do céu para fertilizar a terra. Medo? ...

Um texto para degustar

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Procura-se um texto! Seja em prosa ou verso, que não seja mero amontoado de palavras e frases, mas de uma textualidade singular, clara, envolvente… Um texto sem contaminações ideológicas, teológicas… Pura e simples arte da escrita, sem intenções ocultas, sem contexto a adivinhar, textualmente competente e convincente concepção. Quero um texto que se baste, inteligível e sensível, que vá além do óbvio, sem firulas e artifícios; que diga o que precisa dizer, sem senões nem porquês. Que reverencie a gramática sem perder a espontaneidade, a criatividade… Respeitoso e irreverente, convencional e inovador… Acima de tudo. Um texto!

Troca

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Tem gente que acha a vida uma droga e se droga para fugir de sua droga de vida cheia de covardia e tolos complexos. Não se aceitam! Mas aceitam o hálito Mefisto do vício. Como ratos sorvem veneno

Tempo sem pressa, sem preço

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Ter tempo para ter tempo, afora, fora dessa ciranda louca dessa dita, desdita modernidade; moderna idade requentada, amanhecida... Soprar a vela que nos leva para lá, pano que um dia já foi flor, hoje vela sopra o tempo, vento para algum lugar; não ao soprar da vela que nos velará, parafina, fina apara do não ficar. Tempo sem pressa e sem preço: Para apreciar momentos, degustar as horas, saborear os dias, provar o melhor das estações. Curtir o mar, alvoradas e crepúsculos, antes de crepuscular. Trabalhar para viver e não viver para trabalhar, aposentar com vida a gozar;

Deserto

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A vida marca a alma como o sol inclemente rachando a terra seca, mas basta água para a vida florescer desfazendo a aridez. Assim é com o coração que marcado pela dor não perde a sede de sonhar, cicatrizar suas feridas, desfazer o caos, colando os retalhos do viver. Deixa que a chuva molhe a terra, como o orvalho beija a flor sem negar refrigério ao espinho;

Rotinas

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Antemanhã no prelúdio do dia, prenunciando a alegria de pássaros a cantar; alvorada, murmúrio de mar na cadência das ondas e a poesia de um novo dia que ensaia raiar. Rotina proposta de possibilidades repleta, arte da vida para o melhor despertar. Mas…

Seja feliz e siga em frente

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Porque dar ouvidos a arenga do desânimo e escutar os condicionamentos das adversidades? Porque cair nas tocaias da vaidade e do orgulho ou se embriagar nas miragens do egoísmo? Porque estagnar em dogmatismos pueris, “certezas” incertas ou movediças “convicções”? Se a má vontade e a preguiça ficam a espreitar, se a inveja e a traição armam infame bote. Porque não alçar voo acima dos rasteiros intentos? Porque complicar o simples, se entorpecendo de preconceito, presunção e egocentrismo? Porque entulhar a brevidade do existir, com “urgentes” inutilidades, detritos emocionais e tantas fictícias “necessidades”.